SegurançaProvedores de infraestrutura não estão alinhados aos programas de governoEssa é a conclusão do estudo da Symantec com mais de 3 mil organizações de 37 países, incluindo Argentina, Brasil, Colômbia e outros da América Latina.
Da Redação17 de janeiro de 2012 - 14h00página 1 de 1Pesquisa da Symantec sobre Proteção de Infraestruturas Críticas 2001 (Critical Infrastructure Protection - CIP) revela queda na informação e no engajamento em nível global de provedores de infraestrutura, de acordo com o Índice de Participação CIP. O estudo foi realizado em agosto e setembro de 2011 pela Applied Research, que entrevistou profissionais de TI e C-Level em pequenas e médias empresas e grandes companhias de 14 setores especificamente designados como de infraestrutura crítica.
O relatório foi desenvolvido para examinar a informação, o engajamento e a preparação sobre programas CIP dos governos. A pesquisa totaliza 3.475 organizações de 37 países na América do Norte, EMEA (Europa, Oriente Médio e África), Ásia-Pacífico e América Latina, incluindo países como Argentina, Brasil, Colômbia e México.
De acordo com a Symantec, em comparação com 2010, as empresas pesquisadas em 2011 registraram índice de 82% em programas governamentais de proteção, o que representa queda significativa de 18 pontos em relação à edição anterior. Na América Latina, o Índice de Participação é um pouco mais alto, 88%. Os provedores de infraestruturas críticas vêm de setores com tanta importância que, se suas redes fossem atacadas e desativadas, isso resultaria em uma real ameaça à segurança nacional.
"Os resultados dessa pesquisa são um pouco preocupantes, tendo em conta os recentes ataques como o Nitro e o Duqu que tiveram como alvos alguns provedores de infraestruturas críticas”, afirma Dean Turner, diretor da Rede Global de Inteligência da Symantec. “Levando isso em consideração, as limitações de recursos e outros ativos como mencionadas pelos respondentes ajudam a explicar por que os provedores de infraestruturas críticas tiveram de priorizar e concentrar seus esforços em mais ciberameaças no dia a dia”, diz.
No entanto, prossegue o executivo, os ataques direcionados a provedores de infraestruturas críticas sob a forma do Stuxnet, Nitro e Duqu vão continuar. Segundo ele, empresas e governos em todo o mundo devem ser muito agressivos em seus esforços para promover e coordenar a proteção das redes essenciais. “Esses ataques mais recentes provavelmente são apenas o começo de mais ataques dirigidos a infraestruturas críticas”, completa.
O estudo destaca que neste ano as empresas, de modo geral, mostraram-se menos informadas em relação aos programas CIP do governo. Em 2011, 36% dos entrevistados estavam um pouco ou completamente a par dos planos para infraestruturas críticas do governo que estão sendo discutidos em seu país em comparação com a parcela de 55% registrada em 2010.
Os resultados de América Latina foram ligeiramente superiores, 39% das organizações indicaram ter algum ou total conhecimento sobre CIP. Por outro lado, em 2011, 37% das empresas tanto em nível global como na América Latina estão completamente ou significativamente engajadas, contra 56% registrados em 2010 (53% para América Latina).
A pesquisa também revelou que as empresas estão mais ambivalentes em 2011 do que foram em 2010 em relação aos programas CIP do governo. Por exemplo, tanto em nível global quanto na América Latina, quando solicitados para expressar uma opinião sobre tais programas, 42% não apresentaram nenhum parecer ou ficaram neutros. Além disso, as companhias estão agora um pouco menos dispostas a cooperar com os programas CIP do que estavam em 2010 (57% contra 66%, 59% na América Latina).
De acordo com o estudo, à medida que cai a avaliação de uma organização em relação às ameaças, cai também seu nível de preparação. Esta, em escala global, registrou queda média de oito pontos (de 60% a 63 por cento em 2011, em comparação com 68% a 70% em 2010).
Quarta-feira, Janeiro 25, 2012
Computerworld - Provedores de infraestrutura não estão alinhados aos programas de governo - Segurança
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Raphael Simões Andrade
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Pós-Graduação em Direito Processual: Grandes Transformações 2007 [LFG/UNAMA]
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